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“Gerir com Paixão” – Usando o MS-Project Server 2010

para automatizar metodologias

Gerenciar Portfólios, Programas, Projetos e Demandas ficou mais fácil e prazeroso!

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Introdução

Este artigo tem como objetivo principal desmistificar e exemplificar as inúmeras capacidades do Microsoft Project Server 2010 vistas de uma perspectiva do usuário final em relação ao Gerenciamento do Ciclo de Vida do Projeto (PLM). Uma abordagem rápida e concisa abrangendo desde a Gestão da Demanda, a Seleção e Priorização de Portfólio, Gestão do Projeto e Gestão dos recursos.


Contexto

As empresas hoje não podem mais se dar ao luxo de simplesmente ignorar a importância de gerir, aliás, “Gerir com Paixão” suas demandas, ideias, projetos, programas ou o seu portfolio como um todo. Possuir uma gestão eficaz, organizada, na qual existam prioridades, objetivos estratégicos, planejamento, metas, colaboração, comunicação, otimização de recursos, etc. Isso é simplesmente gerir. Mas o que é “Gerir com Paixão”?

Os que já conhecem o meu estilo sabem que sempre vou direto ao ponto, direto ao que realmente traz valor. Espero que ao finalizarem a leitura deste artigo cada um de vocês consiga ver a real beleza e importância de se “Gerir com Paixão”. Que possam sentir exatamente a mesma emoção e vibração que eu tenho ao apresentar um status de um projeto repleto de lindos gráficos de pizza e barras, trazendo informações relevantes e que não precisei passar 5 (cinco) dias fazendo. Que abram um sorriso de satisfação ao mostrar à sua equipe um painel de controle com dados de todas as demandas ou ideias coletadas no ano seguidas de um indicador de status e este painel ser atualizado automaticamente a cada nova demanda. Não sei se consigo transmitir exatamente o que quero apenas com palavras, mas confesso que fico arrepiado ao dizer da minha “paixão” de “gerir” com tanto prazer.

Mas voltando a realidade, quem consegue ter prazer tendo de gastar horas, dias e noites para elaborar e construir um simples relatório de status do projeto? Tempo esse de tal importância que poderia ser gasto avaliando e analisando as melhores maneiras ou formas de surpreender seu cliente, stakeholder ou quem sabe sua esposa, chegando mais cedo em casa. J

Baseado no que eu disse logo atrás lhes ofereço uma simples, rápida e concisa apresentação de como “Gerir com Paixão” no dia a dia da sua empresa.

Dificuldades Comuns

Sempre em minhas apresentações gosto e faço questão de mostrar algumas dificuldades celebres que estamos cansados de saber, viver, mas não temos a quem recorrer. (juro que nem pensei na rima).

Divido essas dificuldades em 2 (duas) categorias:

  1. Gerenciamento de Portfolio, Programas e Projetos e
  2. Colaboração, Controle e Organização de Documentos.

Elas não se diferem muito do que eu chamei anteriormente de “simplesmente gerir”, mas vamos lá:

(1) Gerenciamento de Portfolio, Programas e Projetos

  • Comunicação Interna e com o Cliente
  • Histórico e Estatísticas dos Projetos
  • Atraso entre Execução e Faturamento
  • Gerenciar os Recursos da Empresa
  • Gerenciar o Portfolio de Projetos em Andamento e Futuros
  • Visibilidade clara desse Portfolio
  • Seleção e Priorização do Portfólio de Projetos

(2) Colaboração, Controle e Organização de Documentos

  • Localização de Documentos (acervo e atuais)
  • Descentralização dos Documentos
  • Histórico e versionamento dos Documentos
  • Integração entre os diferentes Documentos
  • Ter acesso à esses Documentos de outras filiais ou sem acesso a internet.
  • Gerenciar os backups desses Documentos fora da rede local.
  • Restringir o acesso aos Documentos de forma simplificada
  • Auditar a Padronização definida

Certamente muitos de vocês já vivenciaram ou vivem essas dificuldades. Nos itens a seguir darei exemplos claros de como podemos sanar esses problemas. E posso até apostar que a grande maioria já possui as ferramentas necessárias para isso.

Cenário Atual

Uma estatística interessante que pude constatar nesses 11 (onze) anos inteiramente dedicados a ajudar pessoas e empresas a “Gerir com Paixão” utilizando a Solução EPM (Enterprise Project Management) da Microsoft, constituída pelo: SharePoint Server, Project Server e Project Professional, é que 95% dessas empresas ou pessoas que nos procuravam já tinham alguma forma de gestão. Mesmo que ela se baseasse apenas em:

  1. Agendamento
  2. Gerenciamento de Tarefas
  3. Rastreamento de Recursos
  4. E-mail ou impressão
  5. Relatórios simples e independentes

E dividindo em 2 (dois) grupos tínhamos os que já possuíam alguma metodologia desenvolvida e sendo utilizada, muitas vezes com altíssima maturidade, e os que não tinham qualquer artefato ou processo definido.

Para os dois casos eu ouvia diferentes questionamentos, que eram acompanhados as vezes com olhos cheios de lágrimas, as vezes com a mão direita no peito e a cabeça erguida. Para os que não tinham qualquer metodologia, as perguntas eram:

  1. Como eu devo começar?
  2. Como eu devo trabalhar?
  3. Como eu devo gerenciar?
  4. Como eu devo controlar?

Para os que já tinham alguma metodologia, eram:

  1. Como eu devo implementar?
  2. Como eu devo automatizar?
  3. Como eu devo auditar?
  4. Como eu devo priorizar?
  5. Como eu devo analisar?
  6. Como eu devo reportar?
  7. Como eu devo disponibilizar?

Devem ter percebido que não reiniciei a sequencia de numeração, claro, de forma intencional. Isso por um motivo simples, as perguntas acima se complementam e devem ser feitas na maioria das vezes nessa ordem. Isso mesmo, mas precisam, ou melhor, exigem que uma pequena “Mudança Cultural” em quem as faz aconteça. Mudança Cultura, abordaremos esse tema com carinho mais tarde.

Ao invés de pensarmos: “Como eu devo começar?”, “Como eu devo trabalhar?”, mais uma vez atento para a essa nova forma de pensar, pois só assim entenderá o que estou tentando transmitir.

Gerir com Paixão” vai muito além de simplesmente utilizar o que já foi definido, mesmo que com orgulho e prazer, é algo continuo e deve abranger desde a fase de concepção e se manter vivo e ativo durante todas as outras fases, inclusive na utilização. Por isso a “Mudança Cultural” é tão importante, se conseguir vencer esse obstáculo, perceberá que a pergunta e o pensamento corretos são: “Como eu desejo começar?”, “Como eu sonho trabalhar?”, “Como eu admiro analisar?”.

Ao mudar sua forma de perguntar/pensar, automaticamente sua imaginação é ativada, fazendo com que consigamos ultrapassar as barreiras de conhecimento ou experiência de quem está nos ajudando nesse projeto de escolha de uma ferramenta de gestão (geralmente realizado uma empresa de consultoria).

Não teria a coragem muito menos seria hipócrita o bastante para dizer que basta sonharmos ou desejarmos para que possamos melhorar nosso dia a dia ou forma de trabalhar. Tenho total ciência do papel crucial e da importância de pessoas ou fornecedores com vivência em outros projetos, com diferentes experiências, real bagagem sobre o assunto abordado, claro que para nos “guiar” e “instruir“ sobre as vantagens e desvantagens de cada um desses sonhos ou desejos.

Por possuir veia técnica, digo tranquilamente e felizmente que nos dias de hoje as ferramentas que nos são oferecidas permitem que nossos sonhos sejam literalmente realizados e, respeitando o linguajar da área, desenvolvidos, testados, implantados e colocados em produção. J

Daqui em diante dou início a nossa parte prática, que será exemplificada por um cenário fictício, mas que se enquadra em grande parte das necessidades das empresas hoje. Escreverei de uma forma bem direta que possibilite qualquer um utilizar essas páginas como um guia ou roteiro simplificado para iniciar uma implantação da Solução EPM. Let’s go! #WeLoveEPM

Por onde eu começo?

O início sempre é mais complicado, então vamos definir um cronograma básico e macro de uma implantação EPM: Figura 1a e 1b.

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Figura 1a: Macro cronograma de implantação de um EPM.

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Figura 1b: Fases da implantação do EPM vistas em uma timeline do Project Professional.

Iniciação

A coleta inicial de informações das pessoas que efetivamente utilizarão a solução não pode se ater simplesmente a dados relativos aos projetos passados ou em andamento. Nesse momento é que a empresa se torna parceira do colaborador pedindo que ele faça a seguintes pergunta:

Como eu sonho trabalhar no meu dia a dia?”.

É procurar saber:

  • Das dificuldades diárias.
  • O que ele acredita poder ser melhorado.
  • Questões de usabilidade, como:
    • Qual seria o posicionamento ideal do botão para criação de uma nova demanda?
  • Seria mais prático ou produtivo para ele se em alguma visão ou tabela, a ordenação das colunas fosse diferente?

Definitivamente é o momento de sonhar, falar, ouvir e anotar.

Planejamento > Metodologia

Como disse previamente muitas das empresas já possuem sua metodologia bem definida e só precisam de uma ferramenta que se adeque à ela. Mas até mesmo empresas com alto nível de maturidade podem realizar melhorias.

Na definição dos artefatos temos que ter em mente a seguinte questão:

Como eu gostaria de implementar meus artefatos na ferramenta?

Essa questão nos remete a próxima pergunta, pois preciso descobrir quais documentos valem a pena ser transformados em formulários digitais ou se já coletei essa informação em outro momento e quero reutiliza-la evitando duplicidade de dados.

Como eu gostaria de automatizar a coleta e reutilização de dados

dos artefatos da minha metodologia?

Uma informação como “Objetivo do Projeto” pode ser coletada uma única vez e reutilizada em vários momentos durante todo o ciclo de vida desse projeto ao invés de serem criados 2 (dois) documentos como: “Termo de Abertura” e “Plano do Projeto”, requerendo esse mesmo dado duas vezes.

Como eu gostaria de auditar os documentos

que não foram convertidos em formulários?

Muitas vezes nos deparamos com documentos que sua conversão em formulário exige um esforço maior que o benefício da reutilização de algum dado contido nele. Nesses casos um modelo desse documento é armazenado em um site dedicado ao PMO. Esse site reunirá todas as informações da metodologia, tais como: narrativas, desenho do processo, modelos de documentos. O intuito do “Site do PMO” (figura 2) é prover informações sempre atualizadas sobre a metodologia. Essa funcionalidade ganha ainda mais força quando descobrimos que toda demanda ou projeto também possuem um site que será o repositório de todas as informações relacionadas àquela demanda ou projeto. Um vinculo com o “Site do PMO” é criado automaticamente fazendo com que todos novos documentos sejam criados seguindo o modelo definido e na ultima versão publicada pelo PMO. Magnífico!

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Figura 2: Site do PMO.

Com os documentos bem definidos agora basta simplesmente definir no seu processo em qual momento essa informação será solicitada e qual perfil poderá preenchê-la. Permitindo com que esse artefato seja ou não um gatilho de mudança para o próximo estágio. (Figura 3)

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Figura 3: Criação de artefatos baseada em modelos e separadas por fase.

Se você teve a perspicácia de perceber o que temos nas mãos se utilizarmos a funcionalidade descrita anteriormente, tenha certeza que algo na sua forma de pensar já começou a mudar e já consegue sentir a beleza de termos uma ferramenta integrada. “Ao final desse artigo ficarei feliz se realmente entenderem o que eu quero dizer com “Gerir com Paixão”.

Temos agora de uma maneira automatizada como extrair um “Indicador de Aderência à Metodologia” para todos os meus projetos. Pense nas possibilidades e nas aplicações de se ter um indicador como esse. Chega a escorrer uma lágrima de felicidade em mim! (Figura 4).

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Figura 4: Visualização gráfica do status do projeto baseado na metodologia escolhida.

Planejamento > Gestão da Demanda

Nas referências desse artigo colocarei 2 (dois) links para documentos que exploram bem esse assunto. Como nosso intuito agora é ter uma visão do Ciclo de Vida do Projeto como um todo, vou me ater ao tema.

O PMO já definiu todo o processo, definiu as informações que serão coletadas em cada estágio e qual perfil poderá preencher esses dados.

Agora o PMO deve se perguntar:

Como seria mais agradável para meus usuários

iniciarem a criação de uma nova demanda ou ideia?

A resposta a essa pergunta certamente foi coletada na fase de INICIAÇÃO ao ouvir as principais dores e desejos dos seus usuários. Tenha em mente que o processo definido possui gatilhos de mudança de estágio e que não há necessidade de requerer todas as informações para a concepção de um projeto completo nesse momento, pois é possível adicionar um estágio apenas para detalhamento das informações da demanda e nesse estágio sim ,impor obrigatoriedade de preenchimento de determinados dados (Figura 2).

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Figura 2: Página Inicial do usuário. Links rápidos para iniciar novas demandas.

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Figura 2.1: Formulário de coleta de dados financeiros de uma demanda.

Para nosso cenário será obrigatório o preenchimento de informações de “Custo Total” (figura 2.1) da demanda e esforço estimado por perfil no período. Veremos como classificar os recursos por perfil mais tarde (figura 3).

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Figura 3: Interface de planejamento dos recursos da demanda.

Prover um formulário simples, rápido, de fácil acesso e, ainda se possível visualmente agradável para o usuário, é de extrema importância, pois uma boa ideia pode ser perdida por fatores que nem podemos imaginar e ela nunca mais voltará.

Planejamento > Seleção e Priorização

Sabe quando você compra um livro e fica torcendo para chegar no meio só para ler aquele trecho que você adora? Eu estava exatamente assim ao começar a escrever esse artigo. Torcendo para chegar na Seleção e Priorização de Portfólio de Projetos, que para mim é simplesmente uma das funcionalidades mais interessantes do Microsoft Project Server 2010. E agora totalmente unificada ao produto.

Nesse momento você já definiu a metodologia, os artefatos necessários, quando eles devem ser preenchidos e por qual perfil, coletou todas as informações referentes à demanda ou ideia, agora vamos decidir quais demandas ou ideias devem efetivamente ser executadas.

Mas como podemos saber quais demandas devem ser executadas?

Nesse exemplo faremos uma abordagem baseada na metodologia AHP (Analytical Hierachy Process) e implementada na Solução EPM. Nas referências deixarei um link de um artigo escrito por Ricardo Vargas que explica de uma maneira bem simples como esse modelo matemático de apoio à tomadas de decisão funciona.

A Seleção e Priorização de Portfólio responde à algumas questões bem interessantes, como:

  • Estou selecionando corretamente o destino dos meus investimentos?
  • Meus investimentos estão realmente alinhados aos objetivos estratégicos da empresa?
  • Possuo recursos/capacidade suficiente para entregar os investimentos selecionados?
  • Estou garantindo a integridade de dependência entre os projetos?

Abra um parêntese para que eu possa esclarecer algo. Tudo que mostrei até agora e o que ainda vou mostrar, foi baseado nas necessidades de uma empresa fictícia. Tentei elaborar um roteiro que certamente irá lhe ajudar no levantamento de cada uma dessas questões. Mas para todas elas existem profissionais especializados e estudos relacionados para que se tenha o melhor resultado.

“Como sonho priorizar meu portfolio?“

ou melhor,

“Como a diretoria sonha priorizar seu precioso portfolio?”

Nesse momento a empresa fará um levantamento com todas as pessoas e áreas interessadas para que sejam elencados os respectivos objetivos estratégicos. Eles são considerados os direcionadores do negócio. Baseados neles que os projetos serão avaliados e pontuados em relação ao impacto exercido e aí sim priorizados.

Alguns exemplos de objetivos estratégicos são:

  • Aumento nos Lucros
  • Expansão de Novos Mercados
  • Fortalecimento Institucional
  • Melhoria na Qualidade dos Serviços
  • Melhoria na Satisfação dos Clientes
  • Melhoria na Satisfação dos Funcionários
  • Executivos e Acionistas mais Felizes

Esses objetivos estratégicos devem ser quantificáveis e possuir uma escala de impacto de 5 (cinco) níveis (tabela 1):

  • Nenhum Impacto
  • Baixo
  • Moderado
  • Forte
  • Extremo

Devem-se estabelecer planos específicos para atingir cada um dos níveis de impacto:

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Tabela 1: Objetivos estratégicos quantificados.

Com os objetivos estratégicos definidos, em determinado estágio do processo de ciclo de vida do projeto será disponibilizado um formulário para coletar a percepção do solicitante de: quanto a demanda iniciada impacta em cada objetivo estratégico (figura 4):

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Figura 4: Formulário de coleta de impacto estratégico por demanda; percepção do solicitante.

Com os objetivos estratégicos definidos, precisamos estabelecer um grau de relevância entre cada um deles. Essa priorização de objetivos estratégicos pode variar de uma área para outra ou da da diretoria. Um exemplo simples é:

· Para a área de “Recursos Humanos” o objetivo estratégico “Melhoria na Satisfação do Funcionário” é muito mais importante que “Aumento na Satisfação do Cliente”.

· Para a PMOMelhoria nos Processos” é muito mais importante que “Melhoria na Satisfação do Funcionário”.

· Para a PMOAumento nos Lucros” é muito menos importante que “Melhoria nos Processos’.

Ao preenchermos essa matriz de relevância (tabela 2) teremos como resultado, distintas priorizações.

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Tabela 2: Matriz de priorização dos objetivos estratégicos.

Lembre-se sempre de manter uma consistência em suas priorizações, pois o Project Server lhe apontará se ela estiver baixa. (Figura 4.1)

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Figura 4.1: gráfico de calor para o índice de consistência da priorização dos objetivos estratégicos.

Nossa Análise de Portfolio será baseada em “Custos Totais” das demandas e “Esforço Estimado” por perfil. Dados coletados no detalhamento da demanda. Permite-se inserir outras medidas de restrição como “Custos de CAPEX”, “Custos de OPEX”, “Riscos Envolvidos”. Dados que também podem ser coletados no detalhamento da demanda.

Seleciona-se um grupo de projetos para se criar uma análise de portfólio e quais objetivos estratégicos serão avaliados nesse momento (tabela 3).

Com as priorizações definidas, o PMO faz uma reavaliação dos impactos de cada projeto em relação à cada objetivo estratégico (figura 5).

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Tabela 3: Tabela de impacto do projeto em relação ao objetivo estratégico.

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Figura 5: Interface do PMO de revisão dos impactos dos projetos no objetivos estratégicos.

Após essa reavaliação do PMO, lhe será exibida uma tabela com o “% de Prioridade” que os projetos terão nessa analise de portfólio. (Figura 5.1)

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Tabela 4: Tabela de projetos e seus respectivos percentuais de prioridade na análise de portfolio.

Feito isso, o próximo passo é realizar uma “Análiise de Custos” das demandas. Simulações de cenários podem ser criadas alterando os valores das medidas de restrição. Permite-se reduzir ou aumentar os valores disponíveis de “Custo Total”, “Custo CAPEX” e “Custo OPEX” (podemos adicionar quantas medidas de restrição forem necessárias). Algoritmos matemáticos dirão quais projetos devem ser executados para que se tenha o maior valor estratégico com o orçamento ou restrições disponibilizados. (figura 6).

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Figura 6: Interface de análise de custos para seleção e priorização de projetos.

Segundo passo é realizar uma “Análise de Recursos”. Serão avaliadas as estimativas de esforços com a capacidade disponível da empresa. É possível ver claramente em qual projeto e em quais mesesinsuficiência de recursos. A ferramenta lhe dirá exatamente qual o custo, o número de horas, o período e o perfil você precisará contratar para executar tais projetos. (figura 7).

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Figura 7: Interface de analise de recursos para seleção e priorização de projetos.

Geralmente são realizadas 2 (duas) ou mais priorizações antes de efetivamente executar o projeto. Primeiro passa-se por uma priorização por áreas e depois por outra priorização, a do PMO ou Diretoria, por exemplo.

Dessa forma garantimos que os projetos mais bem alinhados a estratégia de cada área e da da empresa sejam selecionados e repriorizados em seguida por outro filtro. Apenas o suprassumo segue a diante (ilustração 1).

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Ilustração 1: Exemplo de otimização do portfolio de demandas e projetos baseados em múltiplas priorizações.

Planejamento > Gestão do Projeto

Agora que o Project Server, baseado em objetivos estratégicos e estimativas, disse aonde devemos investir, partiremos para a execução do projeto. Mas do que adianta coletar as melhoras ideias, selecioná-las e priorizá-las se não podemos executá-las com qualidade?

Como eu teria prazer em gerenciar meus projetos?

O prazer em gerenciar é algo que vem de dentro, uma vontade de querer surpreender, mas claro, tendo como base as melhores práticas de gerenciamento de projetos, sem esquecer também as melhores práticas de gerenciamento para quem está trabalhando no projeto. Não depende apenas dos gestores, surpreender com resultados, mas surpreender com novas formas de analisar o cenário atual sim.

Disponibilizar à sua equipe um “Site do Projeto” para que todos possam colaborar de forma ágil e agradável é com certeza um fator importantíssimo para garantir sempre dados atualizados. Disponibilizar formulários online no qual sua equipe possa reportar informações do projeto e acessá-las a qualquer momento, é sim algo que lhe dará prazer. Ter uma visão da matriz de riscos de um especifico projeto, é sim algo que lhe dará prazer e agilidade nas tomadas de decisão. Possuir documentos organizados em relação às fases do projeto, é sim algo que lhe dará prazer. Calendários do projeto, gráficos de avanço, uma logo criada especialmente, contatos dos envolvidos e o quanto mais sua imaginação poder vislumbrar é sim algo que lhe dará prazer em gerenciar! (figura 8).

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Figura 8: Site do projeto ou demanda – espaço de trabalho.

Planejamento > Gestão do Recurso

Depois de tudo que vimos, gerir recursos começa a parecer algo fácil! inFelizmente isso é verdade. J

A partir do momento que você planejou a quantidade de recursos necessários para executar seus projetos, verificou as estimativas de esforço em relação à disponibilidade dos recursos, selecionou baseado em priorizações os melhores projetos, teve a chance de executar o projeto e “Gerenciá-lo com Prazer”, agora controlar a utilização e performance dos seus recursos lhe dará não só prazer, mas a satisfação de poder ainda otimizar a utilização de cada hora do seus dias. Fazendo com que, não só você, mas também seus recursos se sintam realmente importantes e motivados, pois estarão realmente contribuindo e sendo importantes em cada etapa do sucesso desse projeto!

Espero que minha forma de escrever deixe bem claro meu entusiasmo e paixão em fazer com que eu e quem está trabalhando comigo saiba que realmente SOMOS importantes e podemos ser muito mais que uma célula amarela. Vocês vão entender bem o que disse com a imagem abaixo que mostra um heatmap (mapa de calor) de alocação no qual o verde é o esperado, o vermelho é além do previsto (superalocado) e o amarelo (ninguém quer ser o amarelo) é o recurso sub-alocado (Figura 9 e Figura 9a).

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Figura 9: Relatório de heatmap (mapa de calor) para utilização dos recursos no tempo.

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Figura 9a: Relatório de controle de capacidade x alocação dos recursos por perfil.

Planejamento > Dashboards

Sabe quando você compra um livro e… Ok! Vocês já sabem… J

Simplesmente tudo que fizemos até agora perderá todo seu valor se não soubermos brincar com essas informações! E é exatamente assim que penso:

Como eu teria o maior prazer em analisar?

ou

Como eu acharia lindo reportar?

ou

Como seria legal e prático disponibilizar?

Quem nunca se deparou com uma Tabela Dinâmica (PivotTable) no Microsoft Excel e pensou: “Que delícia que é isso aqui!!!” J

Mas é exatamente assim que você vai analisar e brincar com as informações dos seus projetos ou demandas. O Microsoft Project Server 2010 disponibiliza mais 14 Cubos OLAP (Bancos de Dadas Analíticos) com informações diretamente das suas demandas, projetos, recursos, documentos, riscos, questões, etc.

Baseado simplesmente nesses Cubos OLAP, como um cliente meu disse uma vez: Chegamos ao estado da arte!”(Marcelo).

Podemos explorar esses dados com nossas ferramentas do dia a dia combinadas com os novos serviços do SharePoint, como:

Excel Services, Visio Services, PerformancePoint Services (figura 12).

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Figura 12: Exemplos de relatórios utilizando Excel Services, Visio Services, PerformancePoint Services.

Ou no Project Professional:

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Figura13: Visão de linha do tempo para execução de um programa em 2 ondas.

Mas também podemos ir além, explorando recursos mais avançados, como o Reporting Services.

Execução

Nada do que foi mostrado até agora necessitou sequer de uma linha de código. E podem acreditar. Tudo sem abertura do Visual Studio ou algo que exija compilação. E sabe no que isso acarreta? Em altíssima produtividade e baixíssimo custo e risco.

Com as informações coletadas durante todo esse artigo você será capaz de instruir exatamente como o consultor EPM deve parametrizar o Project Server 2010 na sua empresa. Executar o que foi mostrado até agora envolve simplesmente conhecimento relativamente baixo do Project Server e SharePoint Server 2010. Permitindo ao usuário ou cliente, que após a implantação possa controlar e aprimorar a ferramenta sem qualquer intervenção da área de TI (Tecnologia da Informação).

Encerramento e Conclusão

Como previsto no cronograma, agora é fazer com que o mundo fique simplesmente encantado! Mesmo que o mundo ao nosso alcance seja nossa empresa ou nossa equipe. Encantar as pessoas é fácil quando se está feliz e confiante do resultado obtido! Da mesma forma que estou feliz e confiante que pude mostrar grande parte do que me traz um enorme prazer em gerir meus projetos e executá-los com grande orgulho e motivação.

Deixo uma grande frase para todos vocês: “O dia que descobri o que me dava prazer eu parei de trabalhar”J. Tenho de dizer mais alguma coisa? Sim eu tenho! Obrigado pela atenção. Espero tê-los encantado com minha humilde e simples alegria em trabalhar com algo que me permite sonhar!

Agradecimentos:

Agradeço especialmente à Ciranda Andrioni de Morais pela perfeita compreensão do meu sonho e pela criação da expressão: “Gerir com Paixão” e ao Uirá Hans Emmermacher (uirahans@gmail.com) pela concepção do conceito e design da logo.

Referências

1. Vargas, Ricardo; Utilizando a Programação Multicritério (Analytic Hierarchy Process – AHP) para Selecionar e Priorizar Projetos na Gestão de Portfólio., out. 2010. http://www.ricardo-vargas.com/pt/articles/analytic-hierarchy-process/

Sobre o Autor:

Allan Rocha allanrocha@live.com

Há mais de 11 (onze) anos trabalha com gerenciamento de projetos e implementações voltadas para a plataforma Microsoft Office Project Server (EPM) e SharePoint. Possui experiência de trabalho no Brasil, Estados Unidos e Dinamarca. Tendo realizado trabalhos em empresas como Boeing, Petrobrás, VIVO, Banco Bonsucesso, Banco BMG (Casos de sucesso nacional e internacionalmente conhecidos), Itambé, Novo Nordisk, Danfoss, dentre outros. Fundador da Sotis Consultoria, empresa especializada em Gerenciamentos de Projetos utilizando a solução EPM da Microsoft.

Após fusão entre a Sotis e BHS foi responsável pela área de consultoria, que realiza serviços como implementações de escritório de gerenciamento de projetos e priorização e seleção de portfólio utilizando a solução EPM da Microsoft.

Atualmente trabalha e vive na Dinamarca realizando consultoria em Gestao de Portfolio de Projetos às maiores empresas do país.

Nomeado há mais de 1 ano como MVP em Project no Brasil. (MVP = Most Valuable Professional, uma posição extremamente seleta e com apenas 2 (dois) representantes no país). Fundador e sempre colaborador do blog Mundo EPM (http://www.mundoepm.com.br/).

Um simples sonhador de que as dificuldades do dia a dia podem ser motivantes e muito mais que isso, interessantes!

…paixao…

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